MERCADO DE CIMENTO - INDICADORES
Balanço 2010 e perspectivas 2011
Um ano com bons motivos para começar. Assim, pôde-se definir o ano de 2010, como a época em que a economia brasileira apresentou ótima recuperação, após a crise financeira mundial, no ano de 2008, e um período de grande estagnação, em 2009.
Em 2010, toda a cadeia produtiva da construção civil apresentou números positivos, impulsionada, principalmente, pelo aumento do crédito imobiliário das obras de infraestrutura e dos programas governamentais, como Minha Casa, Minha Vida e PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O mercado de cimento acompanhou essa tendência com um crescimento de 15%, comparando 2010 com o ano anterior. Tal crescimento só havia sido atingido na década de 1970, ou seja, há 40 anos atrás, e as prévias de fechamento do ano indicam que as vendas de cimento produzido no país para o mercado interno devem chegar a 59,1 milhões de toneladas.
Os outros indicadores de fortalecimento da indústria de cimento, no Brasil, são o crescimento da Massa Salarial e do PIB da Construção Civil, em 2010, que devem ter aumento entre 6% e 7% e entre 11% e 12%, respectivamente, causando impacto direto na demanda do produto.
A elevação da demanda, por sua vez, elevou o nível de utilização da capacidade instalada das empresas do setor, superando patamares recordes, somente alcançados no ano de 2008.
Com base nisso, serão realizados vários investimentos, tanto para ampliações como para construções de novas fábricas de cimento, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde há índices mais altos de crescimento no consumo, devido ao grande volume de obras de infraestrutura e da maior carência de capacidade produtiva.
Para 2011, o cenário mantém-se promissor. O crescimento da renda média da população deve continuar aumentando, assim como a disponibilidade do crédito para pessoa física e a forte retomada dos investimentos da área da construção civil. Logo, tudo isso leva ao acréscimo da demanda por cimento.
Além do mais, as intenções do governo brasileiro em dar sequência ao plano de habitação Minha Casa, Minha Vida à ampliação dos investimentos em obras de infraestrutura e construção com o PAC e PAC 2, também contribuirão, consideravelmente, para o consumo do produto.
MERCADO – INFORMAÇÕES BÁSICAS
Receita Bruta 2007: R$ 1,966 bilhão
Lucro Líquido 2007: R$ 232,1 milhões
Em 2007, o consumo brasileiro de cimento atingiu 44,6 milhões de toneladas, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic), com crescimento de 10% em relação ao ano anterior. Na Argentina, as vendas totalizaram 9,6 milhões de toneladas, 8% acima de 2006. A Camargo Corrêa Cimentos, do grupo Camargo Corrêa S.A., integrada pela Cauê e pela Loma Negra, líder no mercado argentino, alcançou receita bruta de R$ 1.966,2 milhões e lucro líquido de R$ 232,1 milhões, resultados que mostraram evolução, respectivamente, de 17% e 41% em relação a 2006.

Para mais informações sobre o mercado de cimentos, acesse o site do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento).