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Fundos americanos negociam sociedade com CSN

quarta-feira, 14 de julho de 2010


Um grupo de fundos de investimento dos Estados Unidos está buscando sócios para um ambicioso projeto na área de cimento no Brasil. Os investidores, que ainda não divulgaram sua identidade, estão construindo uma fábrica de cimento em Rosário Oeste (MT) com capacidade de produção de 2 milhões de toneladas por ano, e planejam construir mais três unidades nos mesmos moldes nas regiões Sudeste e Norte. A intenção é vender uma participação majoritária para um sócio local, e já existem negociações avançadas com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de acordo com fonte de mercado. Outros possíveis interessados são as grandes cimenteiras locais, como Votorantim e Camargo Corrêa, e a fabricante mexicana de cimentos Cemex.

O plano inicial era abrir o capital da empresa, batizada de BRC Cimento, no segundo semestre, mas o interesse da CSN interrompeu o processo, segundo a fonte. Caso seja vendida apenas uma participação minoritária, a empresa partirá para uma abertura de capital em até 18 meses, com objetivo de captar R$ 1,8 bilhão, que será usado na construção das três novas fábricas.

Cada uma das unidades terá capacidade de produzir 2 milhões de toneladas anuais, o que totalizará 8 milhões de toneladas nos próximos cinco anos. Até 2014, a BRC pretende faturar R$ 3 bilhões por ano no Brasil. Se concretizar seus planos de IPO (oferta pública inicial de ações), será a primeira empresa do setor de cimentos listada na Bolsa de Valores de São Paulo.

O interesse da CSN na área de cimento não é recente. No início do ano, a siderúrgica fracassou na tentativa de comprar parte da Cimpor, maior produtora de cimento de Portugal e terceira do Brasil. A CSN não se pronunciou sobre o assunto. O diretor de relações públicas da BRC, Alain Silva, afirmou à Agência Estado que os investidores pretendem divulgar sua identidade em 120 dias. Sobre a negociação com possíveis sócios, o executivo não quis se pronunciar.

Projeto ambicioso

R$ 1,8 bi é quanto a nova empresa quer captar com um IPO na bolsa
R$ 3 bilhões é a previsão de receita até 2014


Fonte: O Estado de S. Paulo – SP - NOTÍCIAS


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