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Camargo investe R$ 14 bi em cimento

terça-feira, 13 de julho de 2010


O Grupo Camargo Corrêa anunciou um megaplano de investimento na operação de cimentos até 2014.

O pacote envolve aporte de R$ 14 bilhões nos próximos quatro anos, o que já inclui os R$ 3,5 bilhões gastos na aquisição de 33% do capital da Cimpor (Cimenteira de Portugal), operação realizada no início do ano.

O programa de investimento representa nova escala nas apostas do grupo nesse negócio. De 2005 a 2009, os investimentos da divisão de cimentos foram de R$ 810 milhões. O plano inclui expansão das unidades atuais, construção de novas fábricas (inclusive no Norte do país) e aquisição de marcas no Brasil e, principalmente, na África. O objetivo estratégico do grupo é preparar a companhia para ser uma das dez maiores cimenteiras do mundo. Hoje, está entre as 20.

O anúncio é uma resposta da Camargo Corrêa ao plano de investimento da líder Votorantim, que anunciou a construção de oito fábricas no Brasil.

No Brasil, a previsão de crescimento no consumo de cimento (de 7% no início do ano) já foi revista para 15%, ou o consumo de 57 milhões de toneladas neste ano. Só a divisão de cimentos da Camargo Corrêa receberá mais da metade dos investimentos previstos pelo grupo, cifra de R$ 27 bilhões.

A decisão foi aprovada no Conselho de Administração do grupo CC e baseou-se na perspectiva de abertura e crescimento do mercado africano e no novo ciclo de crescimento do Brasil.

"O grupo olha tudo o que vai acontecer no Brasil. E chegamos à conclusão de que o crescimento obtido até agora ocupou toda a infraestrutura disponível. O crescimento do país precisará necessariamente de uma nova infraestrutura", diz José Édison Barros Franco, presidente do Conselho da Camargo Corrêa Cimentos.

A atividade de cimentos do grupo, terceira no Brasil com a marca Cauê e primeira no ranking na Argentina com a Loma Negra, elevará a capacidade de produção para 28 milhões de toneladas por ano. Hoje, as 16 fábricas em operação no Brasil e na Argentina têm potencial para 15 milhões de toneladas.

Em vendas efetivas, a Camargo crê que o crescimento esperado seja suficiente para dobrar o volume de cimento vendido pelo grupo no mundo, de 11 milhões para 22 milhões de toneladas.

Essa previsão, entretanto, não considera ainda a produção e a venda da Cimpor (Cimenteira de Portugal). Até setembro, o Grupo Camargo Corrêa, responsável pela compra das ações, deverá transferir os ativos para a subsidiária de cimentos. Franco explica que o plano de investimento da Cimpor ainda não foi definido. O assunto é discutido entre os acionistas.


Fonte: Folha de S. Paulo – SP – MERCADO – Jornal


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